Às vezes, só eu tenho o poder de falar, de revelar a verdade e a mentira. Só eu tenho o poder de te dar paz, confiança, medo ou receio. Eu posso tudo. Mas depende de você. - Disse o silêncio.
- 19º fato sobre a vida.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
"A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida."
Eu e minha mãe nunca tivemos boa relação desde que meu pai morreu. Talvez por ser o filho mais velho, sempre senti a ausência dela. Ausência que o meu pai preenchia. Mas ele se foi e aí ficou vazio de vez.
Assim que fiz 18 anos, arrumei emprego numa cidade grande e me mudei pra lá. Deixei minha mãe e meus irmãos. Na verdade, abandonei.
Vez ou outra me comunicava com eles. Pra ser mais preciso, no meu aniversário. Sempre ligavam. Sempre lembravam. Sempre. Em outras datas comemorativas também, mas eram poucas as vezes que eu atendia.
Essa foi a relação durante muitos anos. Até que eu conheci uma garota. E me apaixonei. Ela me ensinou sobre o amor e me fez ser melhor. E, nessa dinâmica de desafios que a gente se propunha de maneira pessoal ou a dois, chegou a vez de eu enfrentar minha família. De recuperar o tempo.
De fato, eu não sabia como fazer isso. Não tinha jeito. E não por orgulho, mas por vergonha. E uma ponta de medo por não ser perdoado, ainda que até hoje eles seguiam insistindo em mim.
Por muito tempo eu adiei esse "enfrentamento". Porque antes de ser eu e minha família, existia a guerra comigo mesmo. Até que nas vésperas no Natal, eu decidi que era chegada a hora. E assim fiz!
No dia 24, no fim da tarde, peguei um trem direto para Giethoorn. Cheguei por volta das onze e meia da noite.
Assim que cheguei em frente a minha casa, me veio um flash de lembranças de toda a minha vida naquela casa, do meu pai e da minha partida aos 18 anos. Uma alegria e uma nostalgia me invadiam o peito. Mas, sobretudo, a vontade de recomeçar e não perder mais tempo. Esqueci o medo.
Com toda essa mistura de sentimento, demorei um tanto pra tocar a campainha... Toquei. Não atendeu ninguém. Toquei novamente. E novamente não atendeu ninguém. Fiquei sem saber o que fazer por um instante até que resolvi ir embora. Quando já ia atravessar a ponte, ouvi vozes e a porta a se abrir. Olhei pra trás e lá estava ela, minha doce mãe, a que nunca desistiu de mim quando até eu desisti de mim mesmo. Fui ao encontro dela. Nos olhamos fixamente como se conversássemos por aí. Soltei minha mochila. Abri um sorriso e os braços, que nas entrelinhas diziam "Feliz Natal". E ela me agradeceu pelas entrelinhas das lágrimas.
- 18º fato sobre a vida.
Assim que fiz 18 anos, arrumei emprego numa cidade grande e me mudei pra lá. Deixei minha mãe e meus irmãos. Na verdade, abandonei.
Vez ou outra me comunicava com eles. Pra ser mais preciso, no meu aniversário. Sempre ligavam. Sempre lembravam. Sempre. Em outras datas comemorativas também, mas eram poucas as vezes que eu atendia.
Essa foi a relação durante muitos anos. Até que eu conheci uma garota. E me apaixonei. Ela me ensinou sobre o amor e me fez ser melhor. E, nessa dinâmica de desafios que a gente se propunha de maneira pessoal ou a dois, chegou a vez de eu enfrentar minha família. De recuperar o tempo.
De fato, eu não sabia como fazer isso. Não tinha jeito. E não por orgulho, mas por vergonha. E uma ponta de medo por não ser perdoado, ainda que até hoje eles seguiam insistindo em mim.
Por muito tempo eu adiei esse "enfrentamento". Porque antes de ser eu e minha família, existia a guerra comigo mesmo. Até que nas vésperas no Natal, eu decidi que era chegada a hora. E assim fiz!
No dia 24, no fim da tarde, peguei um trem direto para Giethoorn. Cheguei por volta das onze e meia da noite.
Assim que cheguei em frente a minha casa, me veio um flash de lembranças de toda a minha vida naquela casa, do meu pai e da minha partida aos 18 anos. Uma alegria e uma nostalgia me invadiam o peito. Mas, sobretudo, a vontade de recomeçar e não perder mais tempo. Esqueci o medo.
Com toda essa mistura de sentimento, demorei um tanto pra tocar a campainha... Toquei. Não atendeu ninguém. Toquei novamente. E novamente não atendeu ninguém. Fiquei sem saber o que fazer por um instante até que resolvi ir embora. Quando já ia atravessar a ponte, ouvi vozes e a porta a se abrir. Olhei pra trás e lá estava ela, minha doce mãe, a que nunca desistiu de mim quando até eu desisti de mim mesmo. Fui ao encontro dela. Nos olhamos fixamente como se conversássemos por aí. Soltei minha mochila. Abri um sorriso e os braços, que nas entrelinhas diziam "Feliz Natal". E ela me agradeceu pelas entrelinhas das lágrimas.
- 18º fato sobre a vida.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
"Não se decide amar e nem a quem"
O que eu pensei se estender pelo tempo, virou amor de verão... Duas pessoas carentes que talvez até se gostassem, mas sobretudo, se queriam! Viveram uma paixão linda, cheia de cumplicidade, ternura e alegria por cada vez se conhecerem mais e se quererem mais. Foram alguns meses com as vidas sendo compartilhadas, os sonhos, os planos futuros e até mesmo as promessas.
Ela era linda, parecia uma criança, cheia de dengo! Sabia a hora e as palavras certas pra dizer. Jogava com a música, com a poesia. Com esse jeito todo romântico, bonito e mágico, me ganhou. Era decidida e expressava tudo sem medo. Tinha suas responsabilidades, mas era a música que lhe fazia escrava. Escrava pois ela e a música não se libertavam uma da outra. Uma escravidão prazerosa, diga-se de passagem. E ela corria, ia longe, percorria quilômetros atrás desse sonho de mostrar sua música.
Eu, pelo contrário, era indeciso e medroso. Não sabia se me entregava a ela. Não sabia se deveria me permitir viver essa aventura. Era mais novo, tinha minhas incertezas pelo futuro. Tinha medo. Do futuro e disso que eu tinha com ela, que até hoje não sei nominar. Não sabia claramente quais eram meus sonhos e pelo que lutar cada dia.
Nós conversávamos por horas, sobre tudo. A madrugada era a nosso favor e nos unia como nada mais fazia. Nem mesmo a música, que era o braço direito dela e o pedaço da minha alma, soube nos juntar tão bem.
Apesar do gosto comum pela arte, nem falávamos muito sobre isso. Cada um tinha lá o seu certo ciúme por tudo que apreciava (risos). Mas nunca pudemos evitar trocar músicas que, no momento, era a descrição sentimental ou física de cada um.
Nessa convivência e troca direta de sentimentos indiretos, eu me apaixonei por ela. Nos prometemos futuros, nos declaramos! Mergulhei nesse amor que eu sentia e por dias, fui muito feliz.
Fui porque foi. Já não mais é. O passado veio à tona e ela, talvez por esperteza, escolheu outro. Um ex-amor... Talvez ele fosse mais maduro, por ser mais velho que eu. Talvez fosse mais bonito, mais interessante. Talvez ela o amasse mais. Apesar de ter dito e demonstrado que gostava de mim.
O que eu pensei se estender pelo tempo, virou amor de verão! Duas pessoas carentes que talvez até se gostassem, mas sobretudo, se queriam! Viveram uma paixão linda, cheia de cumplicidade, ternura e alegria por cada vez se conhecerem mais e se quererem mais. Foram alguns meses com as vidas sendo compartilhadas, os sonhos, os planos futuros e até mesmo as promessas... Mas acabou. Ela se foi, e feliz! Já eu... Bem, eu escrevo. Tento externar o que é se jogar por amor e ter alguém lá em baixo que vai te pegar, mas três segundos antes disso, sai e fica só olhando você cair. Tento externar o que é continuar no chão enquanto a outra pessoa finge que nada aconteceu.
Mais uma vez levo fraturas de um amor que não foi amor, senão de minha parte. Mas, no coração não se manda! A gente amolece, cai, levanta, endurece, amolece... Sempre assim, nesse ciclo. E a vida segue. Cabeça levantada, bola pra frente! Coração pra frente!
- 17º fato sobre a vida.
Ela era linda, parecia uma criança, cheia de dengo! Sabia a hora e as palavras certas pra dizer. Jogava com a música, com a poesia. Com esse jeito todo romântico, bonito e mágico, me ganhou. Era decidida e expressava tudo sem medo. Tinha suas responsabilidades, mas era a música que lhe fazia escrava. Escrava pois ela e a música não se libertavam uma da outra. Uma escravidão prazerosa, diga-se de passagem. E ela corria, ia longe, percorria quilômetros atrás desse sonho de mostrar sua música.
Eu, pelo contrário, era indeciso e medroso. Não sabia se me entregava a ela. Não sabia se deveria me permitir viver essa aventura. Era mais novo, tinha minhas incertezas pelo futuro. Tinha medo. Do futuro e disso que eu tinha com ela, que até hoje não sei nominar. Não sabia claramente quais eram meus sonhos e pelo que lutar cada dia.
Nós conversávamos por horas, sobre tudo. A madrugada era a nosso favor e nos unia como nada mais fazia. Nem mesmo a música, que era o braço direito dela e o pedaço da minha alma, soube nos juntar tão bem.
Apesar do gosto comum pela arte, nem falávamos muito sobre isso. Cada um tinha lá o seu certo ciúme por tudo que apreciava (risos). Mas nunca pudemos evitar trocar músicas que, no momento, era a descrição sentimental ou física de cada um.
Nessa convivência e troca direta de sentimentos indiretos, eu me apaixonei por ela. Nos prometemos futuros, nos declaramos! Mergulhei nesse amor que eu sentia e por dias, fui muito feliz.
Fui porque foi. Já não mais é. O passado veio à tona e ela, talvez por esperteza, escolheu outro. Um ex-amor... Talvez ele fosse mais maduro, por ser mais velho que eu. Talvez fosse mais bonito, mais interessante. Talvez ela o amasse mais. Apesar de ter dito e demonstrado que gostava de mim.
O que eu pensei se estender pelo tempo, virou amor de verão! Duas pessoas carentes que talvez até se gostassem, mas sobretudo, se queriam! Viveram uma paixão linda, cheia de cumplicidade, ternura e alegria por cada vez se conhecerem mais e se quererem mais. Foram alguns meses com as vidas sendo compartilhadas, os sonhos, os planos futuros e até mesmo as promessas... Mas acabou. Ela se foi, e feliz! Já eu... Bem, eu escrevo. Tento externar o que é se jogar por amor e ter alguém lá em baixo que vai te pegar, mas três segundos antes disso, sai e fica só olhando você cair. Tento externar o que é continuar no chão enquanto a outra pessoa finge que nada aconteceu.
Mais uma vez levo fraturas de um amor que não foi amor, senão de minha parte. Mas, no coração não se manda! A gente amolece, cai, levanta, endurece, amolece... Sempre assim, nesse ciclo. E a vida segue. Cabeça levantada, bola pra frente! Coração pra frente!
- 17º fato sobre a vida.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
"Amar é esquecer um pouquinho de si mesmo."
Porque não faz sentido estar sozinho. Não faz sentido usar o egoísmo como desculpa pra não se importar com ninguém ou nada que está ao seu redor. Não faz sentido usar o egoísmo pra que ninguém pense em você.
Estar só não é um ato heroico, não é uma atitude de quem é forte... Forte é quem convive, quem se preocupa, quem substitui o "quero" pelo "tenho que", quem briga, quem erra, quem está atento, quem se sente responsável pelo próximo, quem se doa, quem esquece a própria dor pela dor do outro. Forte é quem faz as pazes, assume o erro, recomeça; quem leva bronca, quem tem alguém que se preocupe, que se importe, que te dê atenção; quem tem um responsável, quem tem alguém pra conviver, pra se doar, pra tomar sua dor.
Forte é quem é feliz. Feliz é quem ama a ponto de esquecer de si. E isso não é problema... Porque o outro o ama a ponto de fazê-lo lembrar.
- 16 fato sobre a vida.
Estar só não é um ato heroico, não é uma atitude de quem é forte... Forte é quem convive, quem se preocupa, quem substitui o "quero" pelo "tenho que", quem briga, quem erra, quem está atento, quem se sente responsável pelo próximo, quem se doa, quem esquece a própria dor pela dor do outro. Forte é quem faz as pazes, assume o erro, recomeça; quem leva bronca, quem tem alguém que se preocupe, que se importe, que te dê atenção; quem tem um responsável, quem tem alguém pra conviver, pra se doar, pra tomar sua dor.
Forte é quem é feliz. Feliz é quem ama a ponto de esquecer de si. E isso não é problema... Porque o outro o ama a ponto de fazê-lo lembrar.
- 16 fato sobre a vida.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
"Tem dias em que qualquer sopro do vento me faz querer partir de volta"
É raro quando passa de seu dia estar correndo dentro da normalidade até que você encontra alguma coisa ou alguém que carregue um cheiro que te faz lembrar algum lugar, alguma outra coisa ou outro alguém.
Esse cheiro específico e, por caráter transitivo, especial, é o passaporte pra viagem no tempo. Viagem essa que te dá a sensação mais espantosa de saudade. Porque não se sabe identificar se é bom ou ruim toda essa mescla de recordações e vontade de viver de novo.
Os sintomas? Um aperto no peito, uma angustia. Mas, ao mesmo tempo, um sorriso no rosto e a felicidade por poder estar revivendo o passado, ainda que só na imaginação. É como se a mente agradecesse, mas o corpo reclamasse. São inversamente proporcionais...
A mente tá ali, feliz por recordar e, sobretudo, por ter vivido. O corpo não, ele pede, precisa e quer de novo.
- 15º fato sobre a vida.
Esse cheiro específico e, por caráter transitivo, especial, é o passaporte pra viagem no tempo. Viagem essa que te dá a sensação mais espantosa de saudade. Porque não se sabe identificar se é bom ou ruim toda essa mescla de recordações e vontade de viver de novo.
Os sintomas? Um aperto no peito, uma angustia. Mas, ao mesmo tempo, um sorriso no rosto e a felicidade por poder estar revivendo o passado, ainda que só na imaginação. É como se a mente agradecesse, mas o corpo reclamasse. São inversamente proporcionais...
A mente tá ali, feliz por recordar e, sobretudo, por ter vivido. O corpo não, ele pede, precisa e quer de novo.
- 15º fato sobre a vida.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
"O tempo às vezes é alheio à nossa vontade"
O tempo que tem a função de curar, fez foi me abrir uma ferida que, na verdade, já me era prevista pelo medo. O medo que por tempos me atormentou e agora, me engoliu. E a ferida nova chamada Inércia, pois não há nada que eu possa fazer pra mudar o castigo do tempo, me corrói pouco a pouco. Pouco que é muito, que é mais sofrível do que se as coisas fossem ligeiras.
E eis-me aqui para escrever sobre uma dor de minha vida, a qual assisto sem poder reagir.
A vida nos submete a sofrimentos e nos requer desapego. E, nesse momento, meu estado de dor me paralisa quando eu quero não sofrer. A dor me venceu. Perdi. Morre vida e viva a morte!
14º fato sobre a vida.
E eis-me aqui para escrever sobre uma dor de minha vida, a qual assisto sem poder reagir.
A vida nos submete a sofrimentos e nos requer desapego. E, nesse momento, meu estado de dor me paralisa quando eu quero não sofrer. A dor me venceu. Perdi. Morre vida e viva a morte!
14º fato sobre a vida.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
"Alegria da tristeza"
Esses dias refleti sobre as causas da tristeza e espantosamente cheguei a uma conclusão um tanto quanto óbvia, porém impensável para muitos. A morte, a saudade, a distância... São só alguns dos mais responsáveis por tanto sofrimento.
Meu pensamento surgiu da pergunta: Por que tanto?
Tanto é advérbio de intensidade que, no entanto, não diz nem um décimo do que exatamente se sente. Ou seja, é um advérbio um tanto mentiroso (risos).
Retomando, nesse entretempo de crise exaustiva de sentir, dúvidas e inconformidade, eis que surge a conclusão: dor é também felicidade. Por quê? Porque as coisas mais bonitas da nossa vida, seja amor ou amizade, requerem sofrimentos e sacrifícios. Ou seja, toda essa angústia que tanto atormenta, é puramente o reflexo do que te enche de felicidade. Assim, quanto mais isso te faz feliz, mais te dói, mais te custa, mais resistência requer de você. São diretamente proporcionais.
Sei que, com a condição de sermos humanos, sempre vai existir as queixas, reclamações etc. E que seja assim! Mas, também, é conveniente e até mais suportável quando há o nosso reconhecimento de que a dor provém das coisas mais lindas da nossa vida. Então, que possamos agradecer a Deus não pela dor, mas pela oportunidade de sofrer por algo que vale a pena.
13º fato sobre a vida.
Meu pensamento surgiu da pergunta: Por que tanto?
Tanto é advérbio de intensidade que, no entanto, não diz nem um décimo do que exatamente se sente. Ou seja, é um advérbio um tanto mentiroso (risos).
Retomando, nesse entretempo de crise exaustiva de sentir, dúvidas e inconformidade, eis que surge a conclusão: dor é também felicidade. Por quê? Porque as coisas mais bonitas da nossa vida, seja amor ou amizade, requerem sofrimentos e sacrifícios. Ou seja, toda essa angústia que tanto atormenta, é puramente o reflexo do que te enche de felicidade. Assim, quanto mais isso te faz feliz, mais te dói, mais te custa, mais resistência requer de você. São diretamente proporcionais.
Sei que, com a condição de sermos humanos, sempre vai existir as queixas, reclamações etc. E que seja assim! Mas, também, é conveniente e até mais suportável quando há o nosso reconhecimento de que a dor provém das coisas mais lindas da nossa vida. Então, que possamos agradecer a Deus não pela dor, mas pela oportunidade de sofrer por algo que vale a pena.
13º fato sobre a vida.
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