As palavras me engoliram, me intimidaram. Não pude dizer pessoalmente tudo o que queria, embora as lágrimas e os olhares pudessem expressar coisa mínima do que eu pude sentir. Eis minha gratidão em forma de verbo...
Não foi perfeito. Teve estresse, tensão e cansaço.
Foram dias incomuns ainda que sem sair da normalidade.
Um giro pela cidade, ônibus perdidos, atrasos, cafés, várias idas ao aeroporto, chegadas, partidas, presentes, mensagens, parque aquático, protestos no litoral, aniversário surpresa, caminhadas longas, pôr do sol, musicas infernais que acabaram sendo xodó, sorrisos, muitas fotos, abraços apertados, emoção, recomeços, gratidão...
A cumplicidade e a capacidade dos que estavam ao meu redor de fazer as pequenas confusões se tornarem riso dentro de alguns minutos, foi a chave de ouro que fez desses dias, esses memoráveis dias. E justo por ser imperfeito, foi tão melhor quanto se fosse perfeito. Porque cada dificuldade, desentendimento ou perda de ideia fez desses últimos dias o que eles foram.
Hoje só me resta mesmo a saudade e a presença ausente reforçada dos que estiveram aqui me tomando da solidão. Nossas almas agora estão ligadas mais que antes. E só por ter tido esse resultado espiritual, cada momentinho ficou aqui especialmente guardado na lembrança e, ao coração, deu uma inexpressividade de gratidão quase tão imensa quanto a felicidade por ter vivido isso.
- 8º fato sobre a vida.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
"Família não troco por nada, e nem por ninguém. São partes de mim, partes do meu ser. São pedaços do meu coração"
Estou receando escrever esse fato, mas não sei bem explicar o porquê. Talvez por eu ter uma história de vida muito louca em relação à isso, ou pelo fato de cada um ter sua visão particular sobre.
No mais, todo mundo fala e sabe que a família é a base de qualquer coisa.
Estranho é que mal sabemos nós que a família é nossa verdadeira identidade: todos os defeitos, as qualidades, a maneira de pensar, de agir, tudo é "culpa" da família.
Cada culpa com sua peculiaridade de se fazer ao mesmo tempo distinta e igual a todas as outras.
No meu caso, julgo minha família pela culpa de me fazer sonhadora, daquelas que acreditam que o mundo um dia seja cheio de Amor e compreensão. Julgo pela culpa da minha impontualidade; da minha consciência de saber que quando a gente almeja mudança, ela começa de nós mesmo; de saber também que o outro é um você, basta você dispor a se colocar diante dele e ver a coisa toda de um outro ângulo. Julgo pela culpa de me fazer mais de uma, tentando estar presente em tudo e com todos. Julgo pela culpa da minha loucura, que me deixa impulsiva, retardada, sem graça, mas feliz. Pela culpa de apreciar tanto o Amor e todos os sentimentos derivados ou interligados à ele. Pela culpa de me fazer apaixonada pela simpleza e tudo o que ela gera. Por N coisas, fatores ou sentimentos.
E vocês, que agora estão a ler-me, mais que eu, sabem das culpas que hoje os tornam quem os são. Independente de serem agradáveis ou desagradáveis. Elas são você.
É incontestável a importância da família pra cada ser que integra a ela (e, infelizmente, alguns não tem essa pontual consciência). Mas, na verdade, a construção, o convívio e a estrutura da família é a nossa essência verdadeira, toda ela. Pura e singular.
- 7º fato sobre a vida.
No mais, todo mundo fala e sabe que a família é a base de qualquer coisa.
Estranho é que mal sabemos nós que a família é nossa verdadeira identidade: todos os defeitos, as qualidades, a maneira de pensar, de agir, tudo é "culpa" da família.
Cada culpa com sua peculiaridade de se fazer ao mesmo tempo distinta e igual a todas as outras.
No meu caso, julgo minha família pela culpa de me fazer sonhadora, daquelas que acreditam que o mundo um dia seja cheio de Amor e compreensão. Julgo pela culpa da minha impontualidade; da minha consciência de saber que quando a gente almeja mudança, ela começa de nós mesmo; de saber também que o outro é um você, basta você dispor a se colocar diante dele e ver a coisa toda de um outro ângulo. Julgo pela culpa de me fazer mais de uma, tentando estar presente em tudo e com todos. Julgo pela culpa da minha loucura, que me deixa impulsiva, retardada, sem graça, mas feliz. Pela culpa de apreciar tanto o Amor e todos os sentimentos derivados ou interligados à ele. Pela culpa de me fazer apaixonada pela simpleza e tudo o que ela gera. Por N coisas, fatores ou sentimentos.
E vocês, que agora estão a ler-me, mais que eu, sabem das culpas que hoje os tornam quem os são. Independente de serem agradáveis ou desagradáveis. Elas são você.
É incontestável a importância da família pra cada ser que integra a ela (e, infelizmente, alguns não tem essa pontual consciência). Mas, na verdade, a construção, o convívio e a estrutura da família é a nossa essência verdadeira, toda ela. Pura e singular.
- 7º fato sobre a vida.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
"Nada do que é feito por amor é pequeno"
Coisa boa é fazer algo pra alguém, esse alguém reconhecer o que você fez e te retribuir. Claro que, com algumas pessoas custa o reconhecimento. Pode demorar dias, anos, décadas. Mas até aí, o que não vale é desistir. Não há nada mais gratificante do que se sentir amado. O problema é que as pessoas querem somente e só ser amados. Mas e dar amor?
Nunca o que você der vai ser suficiente, não existe uma medida certa e limitada pra amar. Se você desiste, cansa de não receber nada em troca, não aprendeu nada sobre amor. Porque amor é isso, dar tudo à todos sem esperar nada em troca.
Não custa muito... O esforço de sorrir pra alguém quando não se tem vontade é uma forma de amor. Se colocar à disposição mesmo não tendo tamanha disponibilidade... Tudo é amor!
Conto a vocês... Há alguns dias fui de ônibus à um show. Quando entrei e passei pelo trocador ele me desejou boa noite, e eu como a maioria que passou por ele, nem respondi e olhei somente de relance, sem prestar atenção nenhuma. Me sentei numa cadeira que ficava ao lado dele, e durante o percurso fiquei notando o seu comportamento: ele dava boa noite pra todos que entravam no ônibus, sorria e olhava firme pra pessoa. Achei de uma grandeza imensurável esses poucos gestos que, por mais que pequenos, fazem muita diferença. Senti uma felicidade inominável e depois, arrependimento; pois tive a oportunidade de retribuir e não aproveitei.
Refleti então por ter mais atenção nas coisas pequenas, sem deixar de lado também as grandes, afinal é responsabilidade nossa saber a hora certa de reconhecer e retribuir cada gesto de amor.
- 6º fato sobre a vida.
Nunca o que você der vai ser suficiente, não existe uma medida certa e limitada pra amar. Se você desiste, cansa de não receber nada em troca, não aprendeu nada sobre amor. Porque amor é isso, dar tudo à todos sem esperar nada em troca.
Não custa muito... O esforço de sorrir pra alguém quando não se tem vontade é uma forma de amor. Se colocar à disposição mesmo não tendo tamanha disponibilidade... Tudo é amor!
Conto a vocês... Há alguns dias fui de ônibus à um show. Quando entrei e passei pelo trocador ele me desejou boa noite, e eu como a maioria que passou por ele, nem respondi e olhei somente de relance, sem prestar atenção nenhuma. Me sentei numa cadeira que ficava ao lado dele, e durante o percurso fiquei notando o seu comportamento: ele dava boa noite pra todos que entravam no ônibus, sorria e olhava firme pra pessoa. Achei de uma grandeza imensurável esses poucos gestos que, por mais que pequenos, fazem muita diferença. Senti uma felicidade inominável e depois, arrependimento; pois tive a oportunidade de retribuir e não aproveitei.
Refleti então por ter mais atenção nas coisas pequenas, sem deixar de lado também as grandes, afinal é responsabilidade nossa saber a hora certa de reconhecer e retribuir cada gesto de amor.
- 6º fato sobre a vida.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
"Quem planta árvores, cria raízes. Quem cultiva amizades, também"
Coisas ruins a gente não considera novidade. Então, partindo desse princípio de que novidade é algo bom, me diz você! Não é assustadoramente bom se reconhecer no outro?
Não sei vocês, eu penso a amizade como a arte mais complicada e inalcançável de perfeição, o sentimento mais precioso da vida. Aí alguém levanta a mão e pergunta: "E o amor?". Não sei exatamente, mas pra mim, tá tudo interligado de algum jeito. Poderia dizer que Amor e Amizade são como irmãos siameses. Dois sentimentos em uma só questão, duas questões com o mesmo sentimento.
De forma antagônica, consegue ser sutil e resoluto ao mesmo tempo.
E todo esse mistério de bater o olho em alguém e sentir na atmosfera uma simpatia irreconhecível com quem você nunca trocou palavra, ou de outro modo, sentir nas palavras essa mesma simpatia sem nunca bater de olho com esse alguém, é uma sensação deliciosa de estranheza!
Mais inquieto ainda é quando a árvore tá no seu início de vida e já mostra suas folhas idênticas, como o elo dessa pequena criação. Creio eu que as raízes custam a crescer porque as diferenças são mais difíceis a se adaptar. E quando a gente se adapta, de verdade, aí não tem mais volta, a raiz finca e é pro resto da vida.
Há pessoas que com uma simples ventania prefere cortar o tronco logo de uma vez... Acho um absurdo. Depois a chuva e a luz do sol vem e conserta tudo, fortifica e frutifica.
Não é à toa que desmatamento é crime.
- 5º fato sobre a vida.
Não sei vocês, eu penso a amizade como a arte mais complicada e inalcançável de perfeição, o sentimento mais precioso da vida. Aí alguém levanta a mão e pergunta: "E o amor?". Não sei exatamente, mas pra mim, tá tudo interligado de algum jeito. Poderia dizer que Amor e Amizade são como irmãos siameses. Dois sentimentos em uma só questão, duas questões com o mesmo sentimento.
De forma antagônica, consegue ser sutil e resoluto ao mesmo tempo.
E todo esse mistério de bater o olho em alguém e sentir na atmosfera uma simpatia irreconhecível com quem você nunca trocou palavra, ou de outro modo, sentir nas palavras essa mesma simpatia sem nunca bater de olho com esse alguém, é uma sensação deliciosa de estranheza!
Mais inquieto ainda é quando a árvore tá no seu início de vida e já mostra suas folhas idênticas, como o elo dessa pequena criação. Creio eu que as raízes custam a crescer porque as diferenças são mais difíceis a se adaptar. E quando a gente se adapta, de verdade, aí não tem mais volta, a raiz finca e é pro resto da vida.
Há pessoas que com uma simples ventania prefere cortar o tronco logo de uma vez... Acho um absurdo. Depois a chuva e a luz do sol vem e conserta tudo, fortifica e frutifica.
Não é à toa que desmatamento é crime.
- 5º fato sobre a vida.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
"Deve haver alguma coisa que ainda te emocione"
Abraço. Calmaria. Boa companhia. Colo. Visita. Lembrança. Canção. Surpresa. Comida boa. Passeio. Bom livro. Bagunça. Cumplicidade. Dia em família. Sms saudoso. Carta. Presente. Foto. Viajar. Companheiro. Gente pequena com gente menor ainda. Voltar a ser criança. Simpleza. Gestos. Amigo da vida inteira. Compartir. Lugar. Reencontros. Bom show. Cantar. Soneca. Festa. Jogo. Acampamento. Elo. Cartão postal. Férias. Carinho. Cheiro de chuva. Mico. Amigos. Nota boa. Sushi. Praia. Desmantelo. Alento. Poesia. Flores. Momentos inexplicáveis. Madrugar. Romper fronteiras. Quadrinhos. Xodó. Gente que faz a gente mais feliz. Diferenças. Encenar. Amor. Pôr do sol. Doidice. Liseira. Regionalismo. Arte. Cuidar. Ideal. Frio. Aventura. Poema. Lua cheia. Gente que é irmã por escolha. Compor. Chaves. Chapolin. Chocolate. Boa conversa. Conhecer. Desenhar. Pintura. Saudade. Sorrisos. Eternidade. Gente que é ridícula com você. Chamada no skype. Ombro amigo. Ler. Xarás. Preguiçar. Mãe. Gente que acredita num mundo melhor. Uma ligação. Artista preferido. Cheiro. Sair. Improviso. Sonho. Presentear. Apostar corrida com os amigos. Pelúcia. Felicitações. Elogio. Gratidão. Bilhete. Favor. Sorte. Riso frouxo. Compaixão. Fraternidade. Seriado. Maresia. Campo. Violão. Mochilada. Olhares que conversam. Céu estrelado. Desejos. Gente que tá perto ainda que tão longe. Casa da vó. Luau. Caminhada na beira do mar. Nascer do sol. Cheiro de neném. Proteção.
- 4º fato sobre a vida.
- 4º fato sobre a vida.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
"O fim de uma etapa é um novo começo de nós mesmos"
Esse fato é tão fato que não se faz necessário mais nenhuma palavra minha ou de outra pessoa.
Mas, não há nada mais curioso do que se redescobrir no meio do novo. Nada mais que o novo pra te deixar com medo. Nada mais novo do que a incerteza do labirinto cheio de mistérios.
E se por um lado o curioso é aguçado, por outro a melancolia te invade.
Penso que um dos maiores defeitos dos seres humanos é achar a vida um nada e viver de qualquer jeito. Mal sabemos nós o quão importante é cada segundo perdido, cada ato. O quanto é fundamental vivê-los bem.
E, infelizmente, a gente só se dá conta disso quando chega ao final. Aí a melancolia vem que nem temporal, trazendo os ventos fortes do arrependimento.
Mas, ao mesmo tempo, traz a chuva pra lavar a alma e te lembrar o quanto, apesar do erro, valeu a pena.
- 3º fato sobre a vida.
Mas, não há nada mais curioso do que se redescobrir no meio do novo. Nada mais que o novo pra te deixar com medo. Nada mais novo do que a incerteza do labirinto cheio de mistérios.
E se por um lado o curioso é aguçado, por outro a melancolia te invade.
Penso que um dos maiores defeitos dos seres humanos é achar a vida um nada e viver de qualquer jeito. Mal sabemos nós o quão importante é cada segundo perdido, cada ato. O quanto é fundamental vivê-los bem.
E, infelizmente, a gente só se dá conta disso quando chega ao final. Aí a melancolia vem que nem temporal, trazendo os ventos fortes do arrependimento.
Mas, ao mesmo tempo, traz a chuva pra lavar a alma e te lembrar o quanto, apesar do erro, valeu a pena.
- 3º fato sobre a vida.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
"Quem canta seus males espanta"
Aquele que nunca ouviu esse
dito que seja julgado como extra-terrestre!
Nunca parei pra pensar essa frase (talvez por ser tão comum no dia a dia). Geralmente dizem que quando a vida tá boa demais, o canto surge naturalmente. Quando a situação já é um pouco desgostosa, o canto surge para te afundar mais ainda nesse sentimento.
Eis que então, penso na tristeza que deve ser a realidade dos mudos ou surdos…
O ato de cantar é tão natural quanto respirar. Isso te acompanha toda a vida, pelo dia inteiro. E, ainda assim, nunca raciocinamos a chegar a conclusão de que cantar é um dos melhores remédios da vida. Tanto quanto o próprio choro ou um ombro amigo.
Pra alguns, cantar é dom. Pra outros, também é dom, mas um dom peculiar, daqueles de temperar a vida de acordo com o que ela oferece, sem saber ou se importar se o tom está desafinado ou a nota incerta.
Mas, de fato, vejamos bem como é verídico esse ditado... O canto, talvez mais do que o próprio ato da escrita, é revelador na expressão do estado da sua essência. E, ao mesmo tempo, libertador.
Que atire a primeira pedra quem nunca se emocionou (seja de tristeza ou alegria) cantando uma música; quem nunca sentiu a alma leve, como se estivesse lavada e exposta no varal, quando ouviu uma canção que te entendeu; quem nunca sentiu uma enxurrada de arrepios tão involuntários e descontrolados por escutar e se ver exclusivamente cantado na música do seu artista preferido; quem nunca, depois de cantar, sentiu o alívio da dor ou alegria de poder colocar sua voz pra fora como se o mundo estivesse ouvindo; quem nunca espantou seus males ou expandiu a alegria pelo simples ato de cantar... Quem nunca?
- 2º fato sobre a vida.
Nunca parei pra pensar essa frase (talvez por ser tão comum no dia a dia). Geralmente dizem que quando a vida tá boa demais, o canto surge naturalmente. Quando a situação já é um pouco desgostosa, o canto surge para te afundar mais ainda nesse sentimento.
Eis que então, penso na tristeza que deve ser a realidade dos mudos ou surdos…
O ato de cantar é tão natural quanto respirar. Isso te acompanha toda a vida, pelo dia inteiro. E, ainda assim, nunca raciocinamos a chegar a conclusão de que cantar é um dos melhores remédios da vida. Tanto quanto o próprio choro ou um ombro amigo.
Pra alguns, cantar é dom. Pra outros, também é dom, mas um dom peculiar, daqueles de temperar a vida de acordo com o que ela oferece, sem saber ou se importar se o tom está desafinado ou a nota incerta.
Mas, de fato, vejamos bem como é verídico esse ditado... O canto, talvez mais do que o próprio ato da escrita, é revelador na expressão do estado da sua essência. E, ao mesmo tempo, libertador.
Que atire a primeira pedra quem nunca se emocionou (seja de tristeza ou alegria) cantando uma música; quem nunca sentiu a alma leve, como se estivesse lavada e exposta no varal, quando ouviu uma canção que te entendeu; quem nunca sentiu uma enxurrada de arrepios tão involuntários e descontrolados por escutar e se ver exclusivamente cantado na música do seu artista preferido; quem nunca, depois de cantar, sentiu o alívio da dor ou alegria de poder colocar sua voz pra fora como se o mundo estivesse ouvindo; quem nunca espantou seus males ou expandiu a alegria pelo simples ato de cantar... Quem nunca?
- 2º fato sobre a vida.
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